O Entrudo - Canas de Senhorim

Entrudo "borralhudo" mas não tanto. Foliões e Povo saíram á rua.
Espaço de discussão em torno de Santar

Entrudo "borralhudo" mas não tanto. Foliões e Povo saíram á rua.
Um incêndio numa habitação do concelho de Nelas deixou cinco pessoas desalojadas, entre as quais duas crianças.
O alerta para o incêndio, que ocorreu na rua das Castilhas, em Santar, foi dado às 08:40h, informou fonte do Centro Distrital de Operações de Socorro (CDOS) de Viseu à Agência Lusa.
O comandante dos Bombeiros Voluntários de Nelas, João Coelho, adiantou que "o incêndio deflagrou no terceiro andar da casa, tendo ficado este piso completamente destruído".
"Os restantes pisos ficaram degradados pela água usada no combate às chamas", esclareceu.
João Coelho explicou que a habitação ficou "inabitável, deixando um casal desalojado, duas crianças menores e um idoso".
"A autarquia de Nelas já está a tratar do seu realojamento", referiu.
Os cinco desalojados "não sofreram qualquer ferimento", já que a essa hora já só se encontrava em casa o casal. As crianças já estavam na escola e o idoso no Centro de Dia", explicou.
Cortesia: JN
Passaram esta semana pelo nosso país...
Arctic Monkeys - Mardy Bum

O Indigente deseja á nossa banda um feliz aniversário. Que contem com muitos mais anos de vida. Estaremos juntos para o que necessitarem.
É o que lhes desejamos.
Blog "O Indigente"
Depois de ter lido o texto, escrito pela professora Regina Santiago, achei oportuno divulga-lo.
SER SOLIDÁRIO!
No passado dia doze do mês que está prestes a terminar, o planeta acordou com imagens aterradoras: o terramoto no Haiti!
Efectivamente, está provada a impotência do Homem face ao poder da Natureza! Esta, continuamente, não pára de nos surpreender! Não somos nada porque nada podemos contra o invencível!
Assolado que foi aquele pequeno território, que já pouco tinha, o Homem, no seu melhor, na sua vertente humanista e racional, despoletou mecanismos no sentido de ajudar as vítimas desta catástrofe natural. Os números são assustadores! Entre mortos, feridos, desalojados, órfãos, poucos são os que saíram incólumes desta tragédia e que, pouco pacificamente, aguardam a ajuda internacional pois, o desespero é mais forte para quem, agora, nada tem…
Neste sentido, a propósito de espírito solidário, são similarmente inúmeras as organizações, governamentais ou não, são várias as instituições, são múltiplos os apelos no sentido de solicitar a colaboração com vista o mitigar de tão grande desespero: o pouco fará muito! E o certo é que as somas vão gradativamente aumentando, as dádivas diversas e imensas são visíveis! O problema é que as ajudas que agora chegam são pontuais! À retirada dos voluntários que agora partilham os bens e o sofrimento, os obstáculos, à data, intransponíveis, ficarão para memória futura e o cenário devastador e aterrador dificilmente se apagará das mentes daquele povo. No entanto, mesmo apesar desta e doutras vicissitudes, ajudemos o Haiti! Sejamos solidários para com quem muito precisa!...
No entanto, a propósito de solidariedade, urge questionar: somo-lo natural e espontaneamente ou só quando tocados e chocados com desgraças maiores? Sabemos o que se passa do outro lado do planeta porque imagens horrendas não solicitam autorização para entrar pelas nossas casas adentro. E, relativamente às pessoas da terra, do bairro, da rua, da família, cujas imagens se restringem a quatro paredes, seremos, de facto, solidários? Quantas vezes batemos à porta de não importa quem para perguntar se precisa de alguma coisa, se está bem, se pretende partilhar um minuto? Não há tempo para o que e quem não interessa! Inventam-se desculpas, forjam-se subterfúgios para os empecilhos da vida. Como entender este espírito solidário? Desde quando é que a postura da hipocrisia e da dissimulação é compatível com o ser solidário? Será solidário aquele que não dispõe do que possui gratuitamente - o tempo – para partilhar com o outro? Nem sempre quem precisa, precisa de bens materiais! Um sorriso, uma palavra, um minuto poderão ter o valor que, neste momento, a água tem para os habitantes do Haiti! Visão exagerada, dirão! Mas quem passa por situações análogas, conhece a dimensão do significado da minha comparação!
Mas a vida é feita de encontros e desencontros, de egoísmo e altruísmo, de sinceridade e de fingimento, de partilhas e cobiças… Cabe ao Homem desenvolver defesas no sentido de colmatar os devaneios com que se cruza no período da sua existência!
A grandeza do ser humano está em saber dar sem nada esperar em troca e na infinitude da sua capacidade de amar
M. Regina Santiago